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Príncipe Perfeito
Rei Pelicano, Coruja e Falcão
CARLOS QUERIDO

D. João II morreu há quatro anos. Na Sé de Silves exuma-se o cadáver com vista à trasladação para o Mosteiro de Santa Maria da Vitória. Um sobressalto percorre os altos dignitários do reino: o corpo do monarca mantém-se incorrupto. Milagre!, grita-se nas ruas. Peçonha, sugere um conceituado físico, que procura no envenenamento uma explicação para o não apodrecimento do corpo sem vida, descrente da santidade de um monarca implacável com os inimigos, que não hesitou em apunhalar o irmão da rainha.

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O Quarto Trancado Onde Nem a Morte Entrava 

 

O Quarto Trancado Onde Nem a Morte Entrava
Ricardo Ben-Oliel

 

Este vem de fora da Europa, da calma e segura Europa das últimas décadas. E tal como algumas profissões nos ficam coladas à pele – «Era ele o magistrado-mor. Ou melhor, fora-o durante o tempo de uma vida; e quando tal acontece, é sabido que a função fica colada à pele como a crosta de uma insarável ferida.» – também um país ou uma zona geográfica nos fica colada à língua, quando aí vivemos mais de quarenta anos, como é o caso de RICARDO BEN-OLIEL em Israel. Se Israel é um singular país numa singular região do planeta Terra, também este livro de contos se apresenta único no panorama da nossa literatura: uma linguagem estranha, precisa e bela como nunca se viu em português.

 

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As Eleições que Ninguém Queria Ganhar
FERREIRA FERNANDES

 

Durante o mês de agosto – todos os dias, respeitando o descanso de domingo, porque inventar também cansa – o jornal Diário de Noticias publicou um folhetim de verão contando o setembro que vinha a seguir: AS ELEIÇÕES QUE NINGUÉM QUERIA GANHAR. Como o seu nome indicava não era sobre os mistérios da estrada de Sintra. A trama era inventada, como costume nos folhetins, mas era sobre política. Tratou-se, pois, de uma ficção política. O autor começou por ser Anónimo, mas acabou revelado como FERREIRA FERNANDES.

 

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Caravaggio  

 

O Último Rosto de Caravaggio
Rui Vieira

 

O leilão pela Christie’s de um desconhecido Caravaggio e a exposição, na National Gallery, de doze dos principais quadros do célebre pintor em que a figura da mulher se sobrepõe à pintura, são o mote para o livro de RUI VIEIRA, que celebra o 10.º aniversário da sua vida literária. Quando a responsável pela autenticação da tela leiloada conhece alguém que se diz ser Caravaggio e a faz viajar pelo interior dos quadros que julga conhecer ao raio-x, tudo em que acredita pode ser posto em causa. Até a coincidência do seu nome com umas das principais modelos de Caravaggio – a prostituta Fillide de Melandroni – pode ser a partida para uma nova interpretação do enigma da arte (e do amor). Com a rigorosa sobreposição de diálogos, tempos e imagens a que escrita de RUI VIEIRA nos habituou, O ÚLTIMO ROSTO DE CARAVAGGIO interroga como personagens a luz e o corpo, a decadência e a morte, a criação e o sexo, a religião e o génio.

 

 

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Pelos Leitores de Poesia 

 

Pelos Leitores de Poesia
Filipa Leal
 

Revisitando a boa tradição dos manifestos, FILIPA LEAL intervém em defesa da sua dama-poesia desferindo com o sabre da ironia golpes certeiros no estado das coisas (também poéticas). Um texto lapidar que tem sido lido por todo o país em encontros, festivais e outros salões literários.

 

«Os poetas odeiam trabalhar em escritórios. Vestem-se mal e acreditam em tudo o que lhes dizem. Puxa-lhes o pé para a metáfora. Se os poetas fossem controladores aéreos, haveria tráfego de andorinhas. O ideal para um poeta é estar desempregado. Em nome da segurança pública.»

 

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O Sobressalto Grego
PEDRO CALDEIRA RODRIGUES

 

Abordagem à turbulenta história da Grécia do século XX, com atenções centradas nos anos mais recentes, em particular a partir de dezembro de 2008, quando após a morte de um adolescente pela polícia – que provoca tumultos sem precedentes por todo o país –, à crise económica se associa uma grave crise política. Depois, foi o tempo dos memorandos de entendimento, dos governos “tecnocratas” e de “união nacional”, das políticas de austeridade, dos protestos sociais, que culminam com a vitória do SYRIZA nas legislativas antecipadas de 25 de janeiro e no referendo de 5 de julho de 2015, com as respetivas consequências imediatas expressas no “acordo de Bruxelas” de 13 de julho. Um contributo que inclui variados testemunhos, recolhidos por PEDRO CALDEIRA RODRIGUES, jornalista da Editoria Lusofonia / Mundo da Agência LUSA, no decurso das reportagens efetuadas na Grécia nos “anos de crise” (novembro de 2011, fevereiro de 2012, janeiro de 2015 e junho e julho de 2015), acompanhados por mapas e quadros sobre a evolução dos resultados eleitorais desde o regresso da democracia em 1974, além de uma cronologia.

 

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trama 

 

Trama
João Fazenda

 

Traço ponto traço
João Paulo Cotrim

 

Talvez no início tenha sido o esboço, uma primeira tentativa para revelar a luz oculta sobre um imenso borrão. Pouco importa, o que aqui interessa é que estas páginas permitem entrar na oficina e ver o artista a trabalhar. Ou seja, permite-nos entrar na intimidade, guiados pela espontaneidade, com o seu alinhamento de hesitações, de mimetismos, de ideias, de experiências, de obsessões. Este livro contém uma única palavra, ainda por cima desenhada: Trama, isto é, a linha narrativa que une os fragmentos de uma história. Mas haverá por aqui alguma história a não ser a do olhar de João Fazenda, um dos mais produtivos e desafiantes produtores de imagem da actualidade? Mas Trama também podem ser os fios que, entrelaçados, constituem um tecido. E que outras malhas por aqui se tecem a não a ser as do gesto de desenhador de João fazenda, que combina de modo único traço e mancha, forma e espaço? Trama é ainda a velha rede de pontos que permitiam iludir-nos com a impressão das cores. Ora João Fazenda trama-nos aqui porque nos faz ver as cores do mundo num livro a preto e branco. Fascinante.

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Um Dia Nao Sao Dias 

 

Um Dia Não São Dias
António de Castro Caeiro

 

Paulo José Miranda, na apresentação:


«Há em UM DIA NÃO SÃO DIAS uma contínua busca pela identidade dos dias, pelas suas características específicas, pelo modo como eles se abrem à nossa consciência em cada uma das suas partes. Partes essas que também se nos apresentam distintas, com seus rostos bem definidos, como se pode ler:

 

O modo como “subimos” de quinta-feira de manhã até quinta-feira à noite é completamente diferente de como “subimos” por terça-feira acima. Em alguns países do Ocidente, é dia de saída nocturna. “Quinta-feira com sede”. A quinta-feira é um “laboratório” vivo do fim-de-semana.

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Ganisse 

 

Gnaisse
Luís Carmelo

Um professor está apaixonado por uma aluna que gosta de Nietzsche, de bonsais e de garrafas de gás. A aluna desaparece subitamente. O professor frequenta então um templo religioso, faz promessas, é invadido por sonhos que o avisam dos perigos que corre e, um dia, muda de casa e volta a fumar. Na nova casa, há uma vizinha que grita a certas horas da noite. O professor tem saudades da aluna.

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Manual 

Manual de Instruções para Desaparecer
(trinta e quatro poemas ao tempo dos lírios)

 

«Esta primeira edição de MANUAL DE INSTRUÇÕES PARA DESAPARECER, de JOSÉ ANJOS, ganha tudo porque é sabido que estar farto da vida, neste não querer saber de tectos e proezas, ainda nos segura mais a ela, apesar de o punhal ir bem fundo, até à raiz dessa coisa tenebrosa: a poesia.»

 

Maria Quintans

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Albertine, o Continente Celeste 

 

 

Albertine, o
Continente
Celeste
Gonçalo Waddington

 

 

A COLECÇÃO PALCO nasce, em colaboração com o TEATRO MUNICIPAL S. LUIZ, em Lisboa, para manter em cena, muito para além do fim da temporada, as peças que por ali passem. Suba o pano para uma das mais recentes e desafiantes, que será lançada, no âmbito das comemorações do Dia Mundial do Teatro, já no próximo dia 26, pelas 20h30, no Jardim de Inverno do S. Luiz, com apresentação de Miguel Loureiro e leituras de Carla Maciel.

 

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Eter 

 

Éter
Sete narrativas,
seguidas de contragolpe
António Cabrita

 

Em ÉTER, António Cabrita reúne sete narrativas urbanas, que se localizam nos dois países em que tem alternado a sua vida: Portugal e Moçambique. São sete histórias com distintas estratégias narrativas, tal como são variados os seus temas, sendo contudo transversal uma idêntica tensão entre a memória pessoal e o esquecimento colectivo, bem como a escrita peculiar do autor de A Maldição de Ondina.

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A Doença da Felicidade 

A Doença da Felicidade
Biografia de uma descoberta
Paulo José Miranda

E se a felicidade fosse uma doença? Partindo desta ideia simples, Paulo José Miranda, no estilo torrencial a que nos habituou, e sempre tendo a ironia em pano de fundo, faz-nos reviver o estranho universos das relações, as amorosas e as familiares, mas também as científicas e filosóficas. Como se tudo não passasse de uma teia de aranha, que tanto mais aperta quanto nos tentamos soltar. Um ensaio mascarado de novela? Uma dissertação científica que finge ser testemunho memorialista? Tudo será possível, mas como acontece nos seus romances-deriva, o tema, no caso o sempiterno da felicidade, não voltará a ter o sabor gourmet, aquele valor sexy que lhe é atribuído a torto e a direito.

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Regressar a casa 

 

 

Regressar a Casa com Manuel António Pina
Inês Fonseca Santos

Regressar a Casa com Manuel António Pina é um objecto composto por paredes, portas e escadas, que se podem abrir e fechar, subir e descer, consoante o plano em que se quiser posicionar quem por aqui passar. São ainda as paredes, as portas e as escadas da casa que Manuel António Pina abriu para uma conversa com Inês Fonseca Santos e Pedro Macedo e as da obra que construiu para o leitor habitar. Reúne, por isso, uma entrevista ao escritor, um ensaio sobre a sua obra poética e uma curta-metragem documental sobre o tema da casa.


«Nos meus poemas, há sempre alguém que está a subir as escadas. Mas são as escadas que dão acesso à casa. Digamos que pode ser esta. Casa, apartamento, qualquer coisa.»

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As Caldas de Bordalo 

 

As Caldas de Bordalo
Isabel Castaneira


Começaram por ser crónicas da caldense ilustre, ISABEL CASTANHEIRA, que, ao longo de anos, alegraram as páginas d’A Gazeta das Caldas, mas cresceram até se tornarem agora um álbum profusamente ilustrado à maneira das publicações bordalianas, com o toque contemporâneo do designer MIGUEL MACEDO. São 89 Passos a rasgar a cidade, fazendo-nos acompanhar Rafael Bordalo Pinheiro em busca dos vestígios da sua estada. As Pausas para descanso são aproveitadas para chamar a intervir um ou outro dos autores clássicos.

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Da Familia 

 

Da Familia

Valério Romão

Um dos mais desafiantes escritores da actualidade regressa com um conjunto de 11 contos, alguns deles anteriormente publicados em revistas como Grantaou Egoísta. Em estilo de grande crueza lírica, expande aqui  o  seu  universo  para  o  tema  omnipresente  da  família,  desenhando  com  inusitada  autenticidade extraordinárias personagens e ambientes apocalípticos.

 

Na capa, um pequeno espelho, que o tempo e o uso riscarão, lembra que ninguém, nenhum dos incautos leitores, consegue escapar do retrato de família, uma qualquer família.

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A PALAVRA PERDIDA
INÊS FONSECA SANTOS
MARTA MADUREIRA

 

O Manuel perdeu uma palavra. Confirmou nos bolsos, onde costuma carregar palavras, passeá-las, e faltava-lhe uma. Não sabe exactamente que palavra é. Ou que palavra era. Ou que palavra foi. Pede ajuda aos amigos e aos primos. Para saber que palavras ainda guarda nos bolsos (que é como quem diz: no coração e debaixo da língua), tem que descobrir a palavra perdida. Terá?
 
Este é o primeiro livro para a infância e juventude de Inês Fonseca Santos, que encontrou em Marta Madureira a intérprete certa para acompanhar com imagens desafiantes esta pequena viagem de descoberta da linguagem. Quase sem querer, o narrador descobre a importância das palavras para com elas descobrir o mundo e nomear as suas «partes»: as ruas, as casas, a família. O ritmo poético da narrativa vai sendo ilustrado, de modo quase abstracto, mas orgânico, por um conjunto de pequenas peças que nos ajudarão a compor, como num jogo, um destino. Para o Manuel personagem, mas também para nós seus leitores-parceiros.

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Pelos Olhos Dentro
40 Imagens Para Abril
 
Vários Autores

 

Lisboa, Julho 2014

 

«25 de Abril de 74, 40 anos depois. Como é? Como estamos? Como nos sentimos? Como nos vemos?
40 artistas partilham os seus olhares, as suas críticas, as suas esperanças. Para uns, o cravo de Abril perdeu o viço, a cor, a pomba da paz jaz acorrentada e moribunda, a nova geração de Abril engorda sebosamente e afoga-se no próprio vómito. Para outros, Abril permanece e torna-se, de novo, a única saída, para uma porta aberta para escapar desta escuridão de breu e o abraço da fraternidade continua a estender-se por todas as raças, credos e continentes.

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NÃO NOS IMPÕEM AS MEMÓRIAS, QUE NOS PERMITEM PERTENCER

Vanessa Godinho

 

O território destas memórias «que nos permitem pertencer», é a ilha Brava, a mais pequena do arquipélago de Cabo Verde. Ilha em que «as casas eram tão brancas que o sol, quando se incendiava, ateava a cal de reflexos que podiam cegar qualquer desprevenido» e em que as «lágrimas silenciosas» da avó Isabel «desciam pelos sulcos das rugas castanhas, como chuva de terra seca.» É aí que a protagonista, de treze anos, aprende que «não ficamos crianças para sempre.»

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A COLHEITA DOS DIAS

Valesca de Assis

 

Um romance que acontece dentro das circunstâncias da aculturação entre as diversas etnias que povoaram o Sul do Brasil, desde o século XVIII. No entanto, é um romance intimista, pois o foco está no que cada cultura imprimiu na personalidade dos protagonistas.
 
VALESCA DE ASSIS nasceu em Santa Cruz do Sul, RS, cursou Filosofia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e é especialista em Ciências da Educação, pela mesma Universidade. Mora em Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil. Estreou-se em 1990, com A valsa da medusa, a que se seguiram A colheita dos dias, O livro das generosidades, Harmonia das esferas, Todos os meses, Diciodiário, Vão pensar que estamos fugindo e Um dia de Gato. Está incluída em várias antologias e tem um e-book, publicado pela Tertúlia e-books, de Portugal, Tábua dos Destino.

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