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Leviatã | Espelhos Negros
Tradução e prefácio
Mario Gomes


A escolha para a primeira edição portuguesa de Arno Schmidt recaiu sobre duas das primeiras publicações do autor: Leviatã, de 1949, e Espelhos Negros, de 1951, duas obras já por diversas vezes publicadas em conjunto, quer em alemão, quer em traduções. Ao passo que a escrita de Leviatã ainda se poderá considerar convencional, a prosa de Espelhos Negros surge já organizada na malha gráfica característica de Schmidt, em que cada fragmento (regra geral, um parágrafo) abre com um tema em itálico.

Com este processo de montagem, Schmidt pretendia incutir à narrativa o carácter fragmentário do pensamento e da memória que não se organizam linearmente, mas antes se assemelham a uma colecção de imagens avulsas. Explicado nas palavras do fotógrafo amador Arno Schmidt:

 

«AAA minha vida?!: não é um contínuo! (não apenas estilhaçada pelo dia e pela noite em pedaços brancos e negros! Porque até durante o dia é um outro aquele que vai apanhar o comboio; que está sentado na repartição; livreia; caminha de andas por bosques; copula; tagarela; escreve; pensador de mil coisas; de gavetas a desfazerem-se; que corre; fuma; excrementa; rádioescuta; o “Herr Landrat” diz: that’s me!): uma bandeja repleta de snapshots resplandecentes.»

 

 

Edição #64
Lisboa, Outubro 2017


Foto da capa Flávio Andrade
Revisão e notas Francisco Gomes
Composto em caracteres Electra LT Display sobre Coral Book Ivory 90 gr.
Depósito Legal 433085/17
ISBN 978-989-8688-56-9
152 páginas
13 x 20 cm


PVP 13,5 euros (desconto de 10% sobre o PVP 15 €)

 


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