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Ninguém Sabe Onde Está
Luís Maio

 

NINGUÉM SABE ONDE ESTÁ reune crónicas escritas por Luís Maio desde que se tornou jornalista de viagens, à entrada do novo século. São textos escritos na primeira pessoa, num registo autobiográfico que frequentemente integra elementos de ensaio e de ficção. Não têm, porém, um denominador comum, que não seja a sua genealogia num depois, ou para além da reportagem de viagens propriamente dita. São memórias de experiências únicas e pessoais, mas também interrogações, possibilidades e fantasias nascidas do viver em trânsito. NINGUÉM SABE ONDE ESTÁ resulta desse sobejar. São 50 crónicas na maior parte publicadas ao longo da última década e meia, agora radicalmente reescritas e suplementadas de meia dúzia de inéditos que entretanto aproveitaram a boleia para chegarem ao prelo.

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KOi 320x482 

Oi?
Luís Brito

 

Depois do sucesso de ALCATRÃO e vários outros países e viagens, Luís Brito escolhe agora o Brasil. O país irmão, o irmão mais novo, esse espelho onde brilham – ou não – os reflexos da pequenez portuguesa. OI? relata uma viagem mais sentimental do que geográfica. Apesar de lá ter passado três meses, o autor não conheceu assim tantos lugares, mas fez o que sabe melhor: conheceu muita gente. Apaixonou-se e desapaixonou-se. Conferiu até que ponto os mitos brasileiros são reais. Na melhor tradição da literatura de viagens, sentiu-se velho e depois ficou novo. Enlouqueceu e depois voltou. Ninguém, como ele, ficará indiferente.

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Odes 320x518 

Odes Olímpicas
Píndaro
Trad. António de Castro Caeiro


 «O António [Caeiro], como pude comprová-lo, depois de o ter conhecido pessoalmente, é um mago da palavra, porque é um mago do pensamento. Combina, com excepcional maestria, reflexão profunda e expressão precisa e poética. Se somarmos a essas qualidades, o seu domínio da língua e gramática gregas não é surpreendente que o resultado final seja uma tradução em que se combina profundidade e clareza, reflexão e poesia. Traduzir Píndaro, e falo a partir de uma experiência pessoal, é um prazer com o qual se recompensam as horas de estudo investidas para aprender grego clássico. António plasma neste livro o trabalho que Píndaro atribui aos homens inteligentes: “É necessário um intérprete para as pessoas comuns”. E fá-lo, porque, como sábio que é, “vê muitas coisas por natureza.”

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No Precipício Era o Verbo ( livro + CD) 

No Precipício Era o Verbo ( livro + CD)
Carlos Barretto, José Anjos, António de Castro Caeiro, André Gago, André da Loba
 
Juntaram-se quatro autores e os seus ofícios — Carlos Barretto (músico e compositor) António de Castro Caeiro (filósofo e tradutor), André Gago (actor e escritor) e José Anjos (músico e poeta) — com um objectivo: o precipício enquanto exercício de contemplação e linguagem. Porque caímos juntos, caímos em pensamento e no pensamento uns dos outros, na celebração da vida e dos afectos. Porque o poema é só a face visível do problema.


O primeiro trabalho resultou, além do espectáculo, em livro + cd (ed. abysmo), onde se contemplam uns aos outros à volta do precipício que une os quatro autores, juntos pelo mesmo começo, na sincronia do poema que ainda não existe.

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autismo 

Autismo
Valério Romão
2ª Edição

 

Nas urgências do hospital, um casal tenta desesperadamente saber em que estado se encontra o filho atropelado. A escrita teatral de Valério Romão atrai-nos para uma espiral vertiginosa onde conheceremos a solidão e o falhanço, a crueldade de uma condição que afecta todos aqueles que toca, a impotência face aos médicos ou à escola e, em suma, o desespero de uma família contemporânea, mas também, e sobretudo, a luta abnegada, a obstinação, a força onde não havia forças e, claro, o amor. O desfecho de Autismo, primeira abordagem literária, entre nós, desta doença incapacitante, é surpreendente E o retrato que traça bastante perturbador.

Traduzido para francês em 2016, foi finalista do Prix Femina.

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ESCRITACRIATIVA 

Apontamentos
de escrita criativa
JOSÉ COUTO NOGUEIRA

 

Quem não sonhou em escrever um livro? A experiência da vida é tão rica e emocionante que muitas vezes pensamos em escrever sobre o que nos rodeia ou nós próprios. No entanto, a maioria das pessoas tem duas barreiras que parecem irredutíveis: a falta de conhecimento das técnicas e “truques” que julgam serem exclusivas dos profissionais e o receio de que não consigam exprimir de modo atraente aquilo que lhes vai na cabeça. Foi com o objectivo de abordar estas questões que surgiu o Curso de Escrita Criativa do El Corte Inglés, que se abeira das trinta edições. Dessas sessões saíram mais de uma dezena de escritores publicados e muitos mais fizeram ou estão a fazer textos de qualidade. É extraordinário ver como vocações adormecidas só precisam de um pequeno incentivo para se revelarem e darem grande satisfação a quem escreve – e também a quem lê. No curso também se desvenda o percurso de uma obra desde o momento em que está escrita até chegar às livrarias. Estes APONTAMENTOS DE ESCRITA CRIATIVA interessam tanto a quem queira escrever e sinta que lhe falta “alguma coisa” (coragem, conhecimentos) como para os leitores que gostariam de saber mais sobre a arte de escrever. Nestas páginas está a essência do Curso, com exercícios para ajudar o escritor a levantar voo. Foram afinados ao longo de dez anos, com resultados surpreendentes.

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casa  

A Minha Casa
Não Tem Dentro
António Jorge Gonçalves

 

A chave de A MINHA CASA NÃO TEM DENTRO encontra-se logo na frase que abre a novela (autobio) gráfica: «No dia 22 de fevereiro de 2016 – por causa de uma veia que rebentou no meu estômago – morri e regressei à vida, num acontecimento que atravessou espaço e tempo separando e unindo em simultâneo. Descrevê-lo com desenhos fez parte dessa viagem.» Esta narrativa faz-se numa sucessão vertiginosa de imagens (marcador sobre papel e aguarela) fortíssimas, duras, mas sobretudo oníricas, de sonho e pesadelo, que mergulham raízes no grande oceano do imaginário, dos mitos fundadores, das representações da morte, da infância, do desenho e da música, enfim, da criação.

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Antero poesia I 

Poesia I:
Odes Modernas
Primaveras Româticas
ANTERO DE QUENTAL
Edição crítica de Luiz Fagundes Duarte

 

Este é o primeiro volume da EDIÇÃO CRÍTICA da POESIA DE ANTERO DE QUENTAL, onde se reúnem os livros ODES MODERNAS e PRIMAVERAS ROMÂNTICAS. Pretende-se, com esta edição distribuída por três volumes, disponibilizar ao leitor de hoje o conjunto da obra poética do autor: a que ele publicou em livro e manteve; a que publicou em livro mas destruiu ou de algum modo alterou; e a que publicou dispersamente ou deixou inédita.

 

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precipicio 

No Precipício Era o Verbo
António de Castro Caeiro. André gago, José Anjos e Carlos Barretto

 

 

Começa com um coração aberto, envelhecido pela sede. Depois o som de uma língua lambendo a pele seca por trás do crânio. Só luxúria e mística. Subitamente, a leveza inteira do som na ponta dos dedos que empurram o vento de verão. Dentro da casa de noite, a lua ergue um caracol como um morcego que paira sobre a cidade respirando os sons da sua melancolia e dos seus amores impossíveis. Até que o corpo cai na sua própria respiração como se fosse um poema ouvido em língua estrangeira. 

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Sobras  

Sobras Completas

José Manuel Simões

Prefácios de Helder Macedo

e José de Sá Caetano

 

Esta antologia, organizada pelo autor, é a única de JOSÉ MANUEL SIMÕES (Lisboa, 1934 – Paris, 1999), um dos menos conhecidos poetas do grupo do Café Gelo. A sua vida literária foi, sobretudo, feita de traduções, embora tenha dispersado pelas páginas dos jornais colaborações de vária ordem. Procura-se, com este volume, resgatá-lo do esquecimento.

 

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PalcoDesporto 

O Nosso Desporto
Preferido
PRESENTE
Gonçalo Waddington

 

O NOSSO DESPORTO PREFERIDO é uma tetralogia escrita e encenada por GONÇALO WADDINGTON em que o autor propõe uma reflexão sobre a nossa evolução como espécie universal. A primeira parte da obra, com o título PRESENTE, tem um elenco de cinco actores, encabeçado por um cientista misantropo que sonha com a criação de uma espécie humana livre das necessidades básicas como a alimentação, a digestão e, talvez a característica mais importante para a peça, a reprodução — tornando-se assim uma espécie exclusivamente dedicada ao hedonismo e à abstracção, seguindo, de acordo com a sua visão, o caminho da evolução natural da nossa civilização tipo 0 para tipo 1, em que seremos finalmente uma sociedade global, multicultural, multiétnica e científica. O espectáculo estreou no Teatro Nacional Dona Maria II a 09 de Junho de 2016, no âmbito do Festival Alkantara.

 

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A GRIPE E O NAUFRÁGIO 

A GRIPE E O
NAUFRÁGIO
GONÇALO PEREIRA ROSA

 

Como se comportam os meios de informação face a uma catástrofe anunciada? Em quem confiam? E como avaliam o risco? GONÇALO PEREIRA ROSA, analisou a cobertura noticiosa de duas catástrofes anunciadas: um petroleiro à deriva perto da fronteira portuguesa carregado com fuelóleo apresentava, em Novembro de 2002, um risco catastrófico, mas conhecido, de derrame sobre as águas nacionais; em contrapartida, em 2009, uma epidemia de gripe com potencial avassalador constituía uma das ameaças mais imprevisíveis para a saúde pública, sem paralelo na história recente.

 

Os media alimentam uma obsessão com a novidade que se torna prejudicial na gestão de uma catástrofe de desfecho imprevisto. A gestão de risco define-se, em contrapartida, pelo planeamento do pior cenário possível, esperando naturalmente que ele não se concretize. Apresentando reflexões de jornalistas e gestores de crise, ministros e decisores, humoristas e comentadores, este livro reúne pistas sobre o tratamento noticioso de temas da sociedade de risco e as forças que afectam o seu enquadramento, bem como a necessidade de colocar em prática estratégias comunicacionais justas, factuais e realistas.

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Beleza Tocada 

Beleza Tocada
José Emílio-Nelson

 

A presente reunião da obra poética de JOSÉ EMÍLIO-NELSON (Espinho, 1948), entre 1979 e 2015, sob o nome de BELEZA TOCADA, afirma-se como um caleidoscópio que desvela e destrói a ideia de Beleza em imagens contagiantes de sexualidade extrema, em combinações que ‘tocam’ a invenção linguística, instintivamente elíptica, cínica, condensada, em figurações indecorosas, em decomposição, em escatologica, que conjuga a aura de transcendência e os chispes excrementais. Nesta obra demolidora e deformante (devedora, entre outras linhagens interditas, à folia de Rabelais, à barroca poesia quevedesca, ao mundo imundo de Sade, à licenciosidade de Santa Teresa de Ávila, ao anticlericalismo de Buñuel, à indisciplina formal de Malher, e a Mantegna, social e poético, além das pinturas negras de Goya), a par dos raros poemas morais (da vanidade do humano, da passagem do tempo), predominam os poemas burlescos e satíricos, virulentos e amargos, e, em livro inédito, intitulado O AMOR REPUGNANTE, encontramos ainda poemas de amor e engano no sentido perturbador dos romances de Philip Roth. E outras zombarias sobre a majestade da melancolia e o enigma de a escrever.

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Uma Infinita Voz 

Uma Infinita Voz
Sobre Exercícios de Humano de Paulo José Miranda
Luís Carmelo


UMA INFINITA VOZ é um ensaio sobre a poética de Exercícios de Humano de Paulo José Miranda. Além de situar a obra na tradição literária em que se insere, LUÍS CARMELO analisa as suas isotopias fundamentais (a insuficiências do humano, a superação, figurações de deus, o fatum e a catarse festiva que surge como interface ou, se se preferir, como coro grego), relacionando-as com a tensão existente entre o alicerce metonímico (fruto da contiguidade rítmica e iterativa) e o design metafórico (enquanto processo de superfície que define e justapõe qualidades/quididades). A complementar esta arquitectura, cuja perspectiva axial permite ver ao longe (e de longe) o que é o humano lançado na vida, é ainda analisado o papel que, nos Exercícios, a palavra e o poema assumem, enquanto esteios regeneradores da existência.

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Por Mão Própria 

Por Mão Própria
Luís Carmelo

 

Confessa o protagonista do novo romance de LUÍS CARMELO, POR MÃO PRÓPRIA, que atravessou o inferno de um lado ao outro. Perdeu a irmã, a namorada, os pais, a madrasta, o cão, o patrão, a livreira, a psiquiatra e a mulher do seu melhor amigo que apareceu, um dia, deitada na linha do caminho-de-ferro. Para agravar as coisas, escutava dentro dos ouvidos uma gritaria de crianças que parecia querer humilhá-lo. Talvez por ser designer, encontrou o sentido da vida, primeiro no umbigo de uma chinesa e, depois, no magnífico sinal de uma recepcionista (que era um jardim circular feito de melanina para onde apetecia saltar e ficar a viver para sempre).

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Sombra 

CIDADE
SOMBRA
 

FERNANDO MARTINS

 

O título CIDADE SOMBRA resume bem o peculiar olhar de FERNANDO MARTINS (Barreiro, 1972) sobre a cidade de Lisboa. Ao longo de dois anos de percursos aleatórios foi desenvolvendo um conjunto de fotografias onde tenta mostrar lugares menos visíveis do espaço urbano, uma aproximação intimista que se foca mais em impressões, fragmentos e no insólito do que na tradicional documentação iconográfica turística ou no registo do quotidiano da fotografia de rua.

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Semke  

A Voz Interior
Excertos do Diário

[1950-52 – 1956-61]

Hein Semke

 

“Die innere Stimme” (A Voz Interior), o título escolhido para o livro, é o título dado por HEIN SEMKE a um trabalho em cimento, datado de 1933. A figura, com cerca de 80 cm de altura, representa um profeta ou apóstolo com a mão direita em concha, junto ao ouvido; com a mão esquerda aperta contra o peito um pequeno livro com uma cruz incisa. Alguém escutando o que lhe vai no íntimo.

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TIAGO O Colecionador-quase-nuvem 

TIAGO
O Colecionador-quase-nuvem
VANESSA MENDES MARTINS
MARTA MADUREIRA


Prémio Branquinho da Fonseca
Expresso/Gulbenkian 2015

Servida pelas ilustrações fluidas e elegantes de MARTA MADUREIRA, a narrativa cuidada e cheia de detalhe da VANESSA MARTINS conta a história a aventura de um cabeça no ar, quase nuvem, na descoberta da coleção perfeita: desde malmequeres que são aldeias minúsculas até velas ginastas, o Tiago saltita por entre as suas criações.

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Goa, Ida e Volta 

Goa, Ida e Volta
ARTUR HENRIQUES

 

Ir à tropa não é o mesmo que ser um militar português em Goa e ser preso por atravessar as linhas do inimigo para ir comer um coelho à caçador. Viver durante a ditadura do Estado Novo não é o mesmo que dormir com um elemento feminino da polícia política. Ser publicitário não é o mesmo que fazer dupla com Ary dos Santos, Luís de Stau Monteiro ou Alexandre O’Neill.

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Auto-Retratos 

Auto-retratos
Paulo José Miranda

 

Não é por acaso que o novo título de Paulo José Miranda não tem capa, quer dizer de forma bruta que lhe interessa ir o mais rapidamente possível ao assunto: o poema. Uns quantos versos do auto-retrato 1 fazem a ponte com Exercícios de Humano e introduzem o assunto: «e tanto deus/para tão pouco humano/ateando fogo a todos os gestos ternos» e logo depois «haverá pouco/quem encontre nos escombros de um livro/o seu rosto nas mãos de outro». Se o livro anterior acolhia os ecos do exterior, este recolhe sinais mais íntimos. E os escombros de um livro podem bem compor um rosto.

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