cair

Cair para dentro

Valério Romão

 

CAIR PARA DENTRO narra a história de duas mulheres, Virgínia e Eugénia, unidas pela relação mãe-filha. Eugénia, a filha, não foi educada para ser um adulto independente e, embora seja professora universitária, a mãe controla o seu dinheiro, o seu tempo, proibindo-a até de ter telemóvel. Quando Virgínia começa a desenvolver sintomas de demência, Eugénia vê-se obrigada, deixando aquela infância artificial construída pela sua mãe, a crescer e a cuidar de todos os aspectos práticos da vida de ambas. Até descobrir que, no estado em que a mãe se encontra, a vingança é uma possibilidade. CAIR PARA DENTRO, volume que fecha a trilogia «Paternidades Falhadas», explora até ao limite as dificuldades das relações humanas e os dilemas morais que delas decorrem.

 

CAMPANHA DE PRÉ-VENDA (só até final de Fevereiro): 20% de desconto sobre PVP

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Suite sem vista

Suite sem vista
Inês Fonseca Santos

 

Uma rapariga só em fria e claustrofóbica suite de hotel reconstrói-se contra angústias, ameaças, memórias, dores, medos, enfim, a perda. Assistimos, qual voyeur, a um corpo inteiro erguendo-se das cinzas. Com uma voz única na poesia contemporânea, Inês Fonseca Santos consegue neste curto volume o milagre de resgatar, pelas palavras, a esperança. Pelo menos, na literatura.

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rua antes do ceu 

Rua Antes do Céu
José Luiz Tavares

 

No ano em que comemora os seus 50 anos, o poeta cabo-verdiano José Luiz Tavares – uma voz ímpar na poesia contemporânea, não apenas pelos seus temas, mas pelo rigor com que molda a língua – regressa com um volume onde arrisca fazer um percurso biográfico sob o signo da melancolia. A idade fá-lo encarar a finitude e, sem angústias, entra em diálogo com as múltiplas vozes, não apenas literárias, que o foram marcando. As vozes e os mundos.

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Somos contemporâneos do impossível 

Somos contemporâneos do impossível
José Anjos

 

No novo livro de José Anjos, a poesia transfigura-se num palco, por vezes íntimo e discreto, noutras em forma de cidade tonitruante. Estas páginas são uma oficina em torno da criação do poema. A ideia de poema como exemplo de absoluta liberdade, como a única forma de afirmação de cada um como pessoa, torna-se manifesto lírico em defesa de um horizonte onde o humano se torna possível. Com uma intensidade única, desalinhado de modas e tendências, mas ciente da tradição, frágil na busca, e seguro no gesto, José Anjos constrói aqui um lugar mítico onde a infância vive virada para o mar, sempre a pensar em música. Uma experiência antiga e sem par. Talvez a de poder dançar em verso.

 

DEAMBULAÇÕES, de Carlos Barretto para ouvir aqui: www.abysmo.pt/somoscontemporaneosimpossivel

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ligados em rede 

Ligados em Rede

Autores vários


Os museus são os espaços privilegiados onde se conservam, se estudam e dão a conhecer objectos e memórias, procurando enriquecer o nosso conhecimento e a nossa experiência. Para descobrir os museus de Vila Nova de Famalicão convidámos treze Ilustradores, de várias gerações e todos os estilos (André Carrilho, Alex Gozblau, Marta Madureira, Cristina Sampaio, Bárbara R., Mantraste, Alberto Faria, Nicolau, Mariana, a Miserável, Esgar Acelerado, Cátia Vidinhas, Tiago Manuel, Patrícia Figueiredo), a criarem imagens que nos guiam em visita única aos museus deste Concelho. O resultado, além do puro prazer de desfrutar imagens, por exemplo sobre de figuras como Camilo Castelo Branco ou Bernardino Machado, e temas como Guerra Colonial ou o Surrealismo, resulta em ferramenta de promoção da museologia e cultura nacional.

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DOS ROMANOV A LENINE
Relatórios de JAIME BATALHA REIS sobre a sua saída da Rússia em 1918

Jaime Batalha Reis
Introdução de Pedro Aires Oliveira

Ao longo do ano de 1917, a Rússia foi palco de extraordinários tumultos políticos e sociais. A dinastia que a governava há mais de 300 anos saiu de cena e deu lugar a um sistema de poder instável, que se ressentiu das perspetivas antagónicas dos vários actores revolucionários russos relativamente à continuidade do país na guerra. Depois da mal sucedida ofensiva de Kerensky (Junho-Julho), a cidade de Petrogrado esteve na iminência de ser capturada pelo exército alemão. Numa atmosfera de privações, pânico e anarquia generalizada, as imunidades dos agentes diplomáticos e legações estrangeiras deixaram de estar garantidas. Entre estas contava-se a representação da República portuguesa, chefiada pelo veterano diplomata Jaime Batalha Reis.

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Leviatã | Espelhos Negros
Tradução e prefácio
Mario Gomes


A escolha para a primeira edição portuguesa de Arno Schmidt recaiu sobre duas das primeiras publicações do autor: Leviatã, de 1949, e Espelhos Negros, de 1951, duas obras já por diversas vezes publicadas em conjunto, quer em alemão, quer em traduções. Ao passo que a escrita de Leviatã ainda se poderá considerar convencional, a prosa de Espelhos Negros surge já organizada na malha gráfica característica de Schmidt, em que cada fragmento (regra geral, um parágrafo) abre com um tema em itálico.

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consciencia 

CONSCIÊNCIA DE SITUAÇÃO
Um ensaio sobre
The Falling Man
António Araújo

 
The Falling Man, de Richard Drew, é uma das mais conhecidas – porventura, a mais conhecida – fotografias do 11 de Setembro de 2001. Um homem em queda das Torres Gémeas. Em CONSCIÊNCIA DE SITUAÇÃO, ANTÓNIO ARAÚJO fala dessa e doutras imagens de pessoas a cair dos céus, na manhã dos atentados em Nova Iorque, mas não só. De caminho, o 11 de Setembro visto de perto, minuto a minuto. Como se estivéssemos lá no alto, encurralados no cimo do World Trade Center.

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Esta Noite Sonhei Com Brueghel 

Esta Noite Sonhei
Com Brueghel
Fernanda Botelho

 
[primeiro volume das OBRAS COMPLETAS DE FERNANDA BOTELHO]
 
«Brueghel representa, em suma, nesse encontro de Luíza consigo mesma através da escrita da autobiografia, um caminho tortuoso para ir ao encontro da História que, em episódios verdadeiros ou ficcionados, o pintor fixou, mas propicia também – e sobretudo – a reconciliação das memórias materna e paterna que instituem e fundam a protagonista. Tudo, as “monstruosidades” ou as cenas do quotidiano que minuciosamente o pintor pôs nas telas, evocando o “silêncio doméstico da minha infância”, confortante mas ressoando de inquietações, tudo compõe a tela deste livro de complexa estrutura. Nos seus níveis entrecruzados, na brilhante ironia a que se contrapõe a desapiedada imagem de uma mulher em busca de si, Fernanda Botelho dá-nos em Esta noite sonhei com Brueghel um subtil e sofisticado retrato português. Luíza é Fernanda – a sua, a nossa desassombrada efígie.»
 
Paula Morão, no Prefácio

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Insanus 

Insanus
Carlos Querido

 

Os personagens dos contos de INSANUS são vultos furtivos que frequentam insones a noite, confundem-se com as sombras que os perseguem e ensurdecem vozes interiores de censura e de culpa. Os diálogos nunca chegam a sê-lo. Não passam de monólogos com ecos, ressonâncias que se refletem, se repetem e se perdem nas arestas cortantes dos labirintos onde cada um consome a sua existência.
Diz o velho ditado atribuído a um filósofo, que os que dançam são julgados insanos por aqueles que não podem escutar a música. O mesmo se passa com quem ouve vozes interiores inaudíveis para o resto do mundo.

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Pint fest  

Pintar as
FESTAS
NUNO SARAIVA

 

«Há um momento na nossa tenra idade em que os nossos pais nos tiram os lápis de cor e os substituem por uma bola ou por uma boneca. Nesse momento deixamos de ser desenhadores, ou pintores, e passamos a uma existência de queixume pela falta dessa costela flutuante criativa. Acho que é por isso que hoje tantos adultos se atiram aos livros de pintar. É o regresso a um desejo reprimido.
Para aliviar estes sintomas estão aqui selecionadas uma série de personagens que já desde 2014 tenho vindo a desenhar para a EGEAC no âmbito das FESTAS de LISBOA: um Santo António de Lisboa, casamenteiro por norma, namoradeiro por natureza, cumprimenta com a auréola quem passa. Um marujo guitarrista arranha uma guitarra-bacalhau. Um cantor disco-pop-xunga que encanta ao palco e que é elétrico na micro-sardinha e acústico no salpicão. […] Um marujo apaixonado pela peixeira que, por intuição lógica, lhe oferece um ramo de sardinhas. E muitos Corações Manjericos que desenham amores fugazes, trapalhões, que podem nascer nas Festas e nas Festas desaparecem, ligeiros.

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escrytosk  

Escrytos
Crónicas e ensaios
sobre cultura contemporânea
(2013-2017)
PAULO PIRES

 

PAULO PIRES reuniu nesta compilação crónicas e ensaios sobre cultura contemporânea publicados inicialmente em jornais, suplementos, revistas e websites de âmbito cultural entre Janeiro de 2013 e Abril de 2017. Os textos escolhidos abordam questões ligadas à Gestão, Programação e Mediação Culturais, Artes Performativas, Estudos Artísticos, Literatura e Leitura/Bibliotecas, integrando ainda reflexões quer sobre alguns projectos específicos que o autor desenvolveu, a esses níveis, em contexto profissional, quer em torno de temáticas sociológicas e educacionais. São textos inacabados, abertos e de questionamento crítico, que resultam de uma necessidade pessoal (e profissional) de reflexão e de produzir pensamento, vários deles cruzando-se com perspectivas sociológicas e não poucas vezes temperados pelo sal da poesia.

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Ninguém Sabe Onde Está
Luís Maio

 

NINGUÉM SABE ONDE ESTÁ reune crónicas escritas por Luís Maio desde que se tornou jornalista de viagens, à entrada do novo século. São textos escritos na primeira pessoa, num registo autobiográfico que frequentemente integra elementos de ensaio e de ficção. Não têm, porém, um denominador comum, que não seja a sua genealogia num depois, ou para além da reportagem de viagens propriamente dita. São memórias de experiências únicas e pessoais, mas também interrogações, possibilidades e fantasias nascidas do viver em trânsito. NINGUÉM SABE ONDE ESTÁ resulta desse sobejar. São 50 crónicas na maior parte publicadas ao longo da última década e meia, agora radicalmente reescritas e suplementadas de meia dúzia de inéditos que entretanto aproveitaram a boleia para chegarem ao prelo.

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KOi 320x482 

Oi?
Luís Brito

 

Depois do sucesso de ALCATRÃO e vários outros países e viagens, Luís Brito escolhe agora o Brasil. O país irmão, o irmão mais novo, esse espelho onde brilham – ou não – os reflexos da pequenez portuguesa. OI? relata uma viagem mais sentimental do que geográfica. Apesar de lá ter passado três meses, o autor não conheceu assim tantos lugares, mas fez o que sabe melhor: conheceu muita gente. Apaixonou-se e desapaixonou-se. Conferiu até que ponto os mitos brasileiros são reais. Na melhor tradição da literatura de viagens, sentiu-se velho e depois ficou novo. Enlouqueceu e depois voltou. Ninguém, como ele, ficará indiferente.

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Odes 320x518 

Odes Olímpicas
Píndaro
Trad. António de Castro Caeiro


 «O António [Caeiro], como pude comprová-lo, depois de o ter conhecido pessoalmente, é um mago da palavra, porque é um mago do pensamento. Combina, com excepcional maestria, reflexão profunda e expressão precisa e poética. Se somarmos a essas qualidades, o seu domínio da língua e gramática gregas não é surpreendente que o resultado final seja uma tradução em que se combina profundidade e clareza, reflexão e poesia. Traduzir Píndaro, e falo a partir de uma experiência pessoal, é um prazer com o qual se recompensam as horas de estudo investidas para aprender grego clássico. António plasma neste livro o trabalho que Píndaro atribui aos homens inteligentes: “É necessário um intérprete para as pessoas comuns”. E fá-lo, porque, como sábio que é, “vê muitas coisas por natureza.”

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Sisifo  

Sísifo
Luís Carmelo

 

Em Abril de 1336, Petrarca subiu a pé o Monte Ventoso e transformou essa experiência num conhecido texto em que as memórias e o balanço espiritual e amoroso se misturam. Quase sete séculos depois, três pessoas que não se conhecem repetem a escalada, ainda que por razões diversas. Timeu é levado pelo acaso, Tenório pela evasão e Bernarda por um ritual familiar. Nenhum dos três atingirá o cume do Monte Ventoso, mas a aventura acabará por transformar-se num inesperado reinício de vida. Sísifo celebra assim os caminhos da redescoberta e da iniciação e é o terceiro romance da TRILOGIA DE SÍSIFO, iniciada por GNAISSE (2015), romance sobre a paixão, a que se seguiu outro em torno da perda, POR MÃO PRÓPRIA.

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No Precipício Era o Verbo ( livro + CD) 

No Precipício Era o Verbo ( livro + CD)
Carlos Barretto, José Anjos, António de Castro Caeiro, André Gago, André da Loba
 
Juntaram-se quatro autores e os seus ofícios — Carlos Barretto (músico e compositor) António de Castro Caeiro (filósofo e tradutor), André Gago (actor e escritor) e José Anjos (músico e poeta) — com um objectivo: o precipício enquanto exercício de contemplação e linguagem. Porque caímos juntos, caímos em pensamento e no pensamento uns dos outros, na celebração da vida e dos afectos. Porque o poema é só a face visível do problema.


O primeiro trabalho resultou, além do espectáculo, em livro + cd (ed. abysmo), onde se contemplam uns aos outros à volta do precipício que une os quatro autores, juntos pelo mesmo começo, na sincronia do poema que ainda não existe.

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autismo 

Autismo
Valério Romão
2ª Edição

 

Nas urgências do hospital, um casal tenta desesperadamente saber em que estado se encontra o filho atropelado. A escrita teatral de Valério Romão atrai-nos para uma espiral vertiginosa onde conheceremos a solidão e o falhanço, a crueldade de uma condição que afecta todos aqueles que toca, a impotência face aos médicos ou à escola e, em suma, o desespero de uma família contemporânea, mas também, e sobretudo, a luta abnegada, a obstinação, a força onde não havia forças e, claro, o amor. O desfecho de Autismo, primeira abordagem literária, entre nós, desta doença incapacitante, é surpreendente E o retrato que traça bastante perturbador.

Traduzido para francês em 2016, foi finalista do Prix Femina.

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ESCRITACRIATIVA 

Apontamentos
de escrita criativa
JOSÉ COUTO NOGUEIRA

 

Quem não sonhou em escrever um livro? A experiência da vida é tão rica e emocionante que muitas vezes pensamos em escrever sobre o que nos rodeia ou nós próprios. No entanto, a maioria das pessoas tem duas barreiras que parecem irredutíveis: a falta de conhecimento das técnicas e “truques” que julgam serem exclusivas dos profissionais e o receio de que não consigam exprimir de modo atraente aquilo que lhes vai na cabeça. Foi com o objectivo de abordar estas questões que surgiu o Curso de Escrita Criativa do El Corte Inglés, que se abeira das trinta edições. Dessas sessões saíram mais de uma dezena de escritores publicados e muitos mais fizeram ou estão a fazer textos de qualidade. É extraordinário ver como vocações adormecidas só precisam de um pequeno incentivo para se revelarem e darem grande satisfação a quem escreve – e também a quem lê. No curso também se desvenda o percurso de uma obra desde o momento em que está escrita até chegar às livrarias. Estes APONTAMENTOS DE ESCRITA CRIATIVA interessam tanto a quem queira escrever e sinta que lhe falta “alguma coisa” (coragem, conhecimentos) como para os leitores que gostariam de saber mais sobre a arte de escrever. Nestas páginas está a essência do Curso, com exercícios para ajudar o escritor a levantar voo. Foram afinados ao longo de dez anos, com resultados surpreendentes.

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casa  

A Minha Casa
Não Tem Dentro
António Jorge Gonçalves

 

A chave de A MINHA CASA NÃO TEM DENTRO encontra-se logo na frase que abre a novela (autobio) gráfica: «No dia 22 de fevereiro de 2016 – por causa de uma veia que rebentou no meu estômago – morri e regressei à vida, num acontecimento que atravessou espaço e tempo separando e unindo em simultâneo. Descrevê-lo com desenhos fez parte dessa viagem.» Esta narrativa faz-se numa sucessão vertiginosa de imagens (marcador sobre papel e aguarela) fortíssimas, duras, mas sobretudo oníricas, de sonho e pesadelo, que mergulham raízes no grande oceano do imaginário, dos mitos fundadores, das representações da morte, da infância, do desenho e da música, enfim, da criação.

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